Sexta-feira, 06.03.09
A falta de vida própria é mensurável e está directamente ligada com o tempo/energia que as pessoas gastam em tretas. São as tricas na blogosfera, os cinismos no escritório, as discussões com paredes, as depressões ciclicamente inúteis etc.
Quando vejo uma pessoa a investir tempo nestas situações não deixo de sentir alguma pena. Passo à fase da repugnância quando alguma dessas situações envolve a minha vida e consequentemente o meu tempo e a minha paciência.
Por isso, vidinhas inúteis, vamos lá esclarecer isto de uma vez por todas. O meu dia só tem 24h e nesta fase da minha vida estão extremamente ocupadas. Cada minuto do meu tempo é demasiado precioso. Se não têm vida própria, arranjem-na. Não ousem tentar viver a minha.
Quinta-feira, 05.03.09
Ainda há homens que pensam que surpreendem uma mulher com um “Monte Velho”. E se aceitamos o vinho como um verdadeiro néctar dos deuses, ainda nos brindam com a história do “sou casado mas tão infeliz”.
De futuro serei eu a escolher o vinho. E os temas da conversa.
Sábado, 28.02.09

Se acedo às minhas coisas pessoais prefiro o brower x. Para as de trabalho utilizo o y.
Alfa e Beta são incompatíveis. Logo utilizo um para as coisas oficiais e outro para os negócios não-oficiais-não-autorizados-mas-antes-isso-que-perder-esse-cliente.
O que está a ser negociado guardo aqui mas depois transfiro para ali e guardo acolá.
Gráficos faço-os desta maneira mas o boss só consegue ver daquela e depois converto-os utilizando w.
Antivírus e aquele programa pirata incompatibilizaram-se. Alternativas: utilizo a versão paga que a minha empresa usa (e que eu detesto) ou faço o que preciso no PDA e passo para o computador. Reconhece.
Isto é só um computador. Coisa simples. Um computador com imensas incompatibilidades.
Pergunta retórica: ainda há quem perca tempo à procura do seu par ideal?
Sexta-feira, 27.02.09

Café Aliança, Faro
Fechou.
E na memória ficam os pequenos-almoços onde chegávamos famintos, os cafés com os bolinhos (tu preferes os queijinhos) e as cervejas a meio da tarde.
Quinta-feira, 26.02.09
Musiquinhas que arrancam automaticamente nos blogs, sites e páginas pessoas não são cool. Para além de sobrecarregarem a vossa página, interfere com a música (a minha) que eu já estou a ouvir. E eu quero ler-vos e não ouvir-vos. Não quero saber se a música é clássica, fado ou rock. Desliguem essa treta.
Quarta-feira, 25.02.09
Fugir não me parece uma má ideia.
O para onde não interessa logo que não existam pessoas. Pessoas que poluem as imagens que quero reter de ti e desafinam as tuas histórias eloquentes.
O para onde não interessa se pudermos estar despidos de tudo a fingir que nos amamos como já nos amámos.
O para onde não interessa logo que estejas tu e eu rodeados de irracionalidade.
Vamos?
Fui.
E, depois de muitas voltas, quedas, caminhos perdidos e estradas sem saída, eu acordei aqui.
E aqui respira-se paz. Cheira a tranquilidade. Ouve-se a vida. Como se pode ver.

Terça-feira, 24.02.09

Pessoalmente eu nem gosto muito do quadro. Mas a quantia (verdadeiramente pornográfica!) que eu pago de impostos não podia ser utilizada, entre outras coisas, para dar um pouco de cultura
a esta gente?
Segunda-feira, 23.02.09
Domingo, 22.02.09
Esqueci-me que era domingo. Domingo de carnaval. Domingo de carnaval com sol. Fui almoçar à esplanada habitual de domingo. Um livro de companhia que exigia paz, sossego e calma. Claro que não tive nada disso. À poluição visual de criancinhas (e adultos!) berrantemente pintados e pateticamente vestidos, juntaram-se as conversas estúpidas que o povinho tem de ter. Sempre em altos decibéis para mostrar que está feliz, é cool e moderno. Pedirem-me que o quinto elemento de um grupo, uma criancinha obesa (muito obesa) vestida de sevilhana gorda, se sentasse na minha mesa, por falta de lugares disponíveis, foi a gota de água. Regressei a casa. O livro. Um copo de vinho branco. E a voz de Katie Melua serpenteia-se pela sala e aviva-me boas recordações.